Dona Benta e a interdisciplinaridade da ciência - O DNA como exemplo
- Bianca Peres
- 8 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
“Essa divisão da ciência em várias ciências — explicou Dona Benta — os sábios a fizeram para comodidade nossa. Mas quando você toma um objeto qualquer, nele encontra matérias para todas as ciências”.
Dona Benta em Serões da Dona Benta.
E não é que Dona Benta estava certíssima?
Para provar que Dona Benta é muito sabida, exemplificarei sua fala utilizando a molécula de DNA. Afinal, no último dia 25, foi celebrado o Dia Internacional do DNA!
Vamos lá?
A biologia vê o DNA como a molécula da hereditariedade, responsável por armazenar e transmitir as informações genéticas entre gerações.🧬
Para a química, o DNA é um composto orgânico complexo, formado por nucleotídeos, formados por açúcar (desoxirribose) e bases nitrogenadas (A, T, C e G).
Para explicar as forças moleculares que mantêm o DNA estável, bem como para entender como ele se compacta no núcleo das células, entra em cena a física.
A bioinformática interpreta o DNA como um banco de dados biológicos. Com algoritmos e softwares, é possível comparar sequências e decifrar o código da vida.
E a matemática? É ela que ajuda a calcular as probabilidades e prever padrões genéticos.
As ciências sociais não ficam de fora. Elas se atentam às questões éticas das descobertas e uso das ferramentas genéticas, mas também nos fazem refletir o impacto desses avanços na sociedade.
Esse exemplo deixa claro o quanto a ciência é interligada e como é urgente repensarmos o ensino de forma menos fragmentada. Crianças aprendem mais e melhor quando percebem essas conexões entre os saberes.






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